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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Monsanto: a tradição ainda é o que era!

O galo de Prata
 
Monsanto ostenta desde há muitos anos o título de Aldeia mais Portuguesa de Portugal. Mas de onde vem este título, que todos ouvem mas poucos sabem a origem?

Em 1938, em pleno Estado Novo, o Secretariado da Propaganda Nacional organizou um concurso, que se pretendia bianual, para descobrir e premiar a aldeia que mantinha íntegros os seus costumes e tradições. Largamente difundido pela imprensa, várias foram as aldeias de Norte a Sul que concorreram,  duas por cada região. 

Os Finalistas foram Carrazedo de Buco pelo Minho, e Paúl e Monsanto, pela Beira Baixa, tendo saído vencedora a Aldeia de Monsanto, como é sabido. 

Como não houve mais nenhuma edição do concurso, ainda hoje Monsanto mantém o título de Aldeia mais Portuguesa de Portugal, ostentando com orgulho o seu prémio, o Galo de Prata, (um galo de Barcelos alterado, que se tornaria no símbolo da Portugalidade) no alto da antiga  torre sineira.


A Aldeia


Fomos então à procura da bela Monsanto, e ver pelos nossos olhos se ainda se mantém original e intocada. Nesta altura, por ter sido escolhida como local de filmagens da prequela da famosa série Guerra dos Tronos, a curiosidade por conhecer esta aldeia aumentou, e a afluência turística terá por certo aumentado. No dia que a visitámos, encontrámos muitos turistas, com predominância de espanhóis.

Os acessos de carro só estão a ser feitos até ao largo do baluarte, e preferimos estacionar na descida, nos locais devidamente identificados para o efeito. Já há parquímetro aqui, mas estava desactivado, o que sempre deu para poupar uns trocados!

Fomos subindo lentamente, que o caminho é íngreme. Atenção com o calçado, convém que seja apropriado. Umas sapatilhas são aconselháveis.


Primeira paragem no Largo do Baluarte, para apreciar a paisagem!











Continuando a nossa subida, fomos ter ao largo da Igreja Matriz. Aqui dividem-se os caminhos, seguindo nós o caminho da esquerda, em direcção ao Posto de Turismo. 







Fomos apreciando as casas de pedra, muito bem cuidadas, e que tanto charme têm. Algumas são alojamentos, e estão dividamente identificadas. 















Não podíamos de deixar de comprar uma recordação na Casa Mais Portuguesa, que além de ser uma pequena mercearia, também é alojamento local. Aproveitámos para comprar uma garrafa de água de 1,5L, que nos tínhamos esquecido de trazer. 1€ foi o que pagamos. Pensámos que iria ser mais caro, como é comum nestes locais turísticos!





Subindo mais um pouco, chega-se ao Largo do Forno. Aqui há WCs públicos, para quem estiver mais aflito!

As vistas são soberbas, e merecem uns minutos para contemplar  tanta beleza!











O Castelo






Seguindo o caminho, sempre a subir, claro está, retomámos o caminho para o Castelo. Aqui a encosta é sombria, e em tempo de gelo será preciso ter cuidado no trajecto. 

Marcos de outros tempos continuam a marcar presença, e já próximo do destino final, encontrámos umas furdas, ou pocilgas, que em tempos idos estavam dispersas pela vila, e foram reunidas nesta zona,  por uma questão de saúde pública.







Este castelo faz parte de uma barreira de vários, que foi sendo construída para protecção dos ataques muçulmanos, tendo sido dos primeiros a ser erigido. Aliás, foi construído por cima de um castelo muçulmano.



















As vistas são soberbas, e daria por certo para ver ao longe o inimigo (pelo menos de dia 😁), e se protegerem contra as suas incursões por estas terras.








É mesmo a mais Portuguesa?


Como já explicámos, foi no primeiro (e único) concurso que Monsanto ganhou este título. Se na época o merecia, não quer dizer que actualmente o merecesse. Por vezes aqui pelo burgo  as coisas não são bem tratadas e trabalhadas, e ficam descaracterizadas. Não é o caso de Monsanto!

Continua com os traços típicos de aldeia Portuguesa de tempos idos, bem conservada e tratada. Algum Alojamento Local aqui e ali, mas nada de exagerado. As ruas estão bem tratadas e limpas, e com indicações em todo o lado. Há várias opções para comer.

O Posto de Turismo estava aberto quando lá fomos (sim, nunca foram a um sítio e encontraram o PdT fechado ao fim de semana?), e forneceram-nos um mapa de Monsanto, grátis. Há quartos de banho públicos, limpos e com papel.

Se é a mais Portuguesa? Isso é difícil de afirmar, tantas são as belas aldeias que temos espalhadas pelo nosso país, Mas que continua  uma das mais bonitas e Portuguesas aldeias de Portugal, isso não há dúvida! A (re)visitar!


Como chegar


Nós saímos de Castelo Branco, e daqui é muito simples de chegar a Monsanto. Seguir pela N233 durante cerca de 30Km, até encontrar a placa de Monsanto, para a N239. Continuar por cerca de 20Km, até encontrar nova placa de Monsanto. Está tudo bem indicado, e não há que enganar.



Onde dormir


Ficámos muito bem alojados no Meliã Castelo Branco. Fica na colina do Castelo, em Castelo Branco, e tem umas vista fabulosas.

Site oficial:


Booking: 


sábado, 17 de outubro de 2020

Tomar, um sonho Templário







Como este ano já tínhamos decidido ficar por cá, o destino de férias escolhido foi o que nos dava mais garantias de termos calor: o Algarve. Fomos organizando a viagem, e como tempo não faltava, aproveitámos a longa viagem para ir conhecer uma cidade que tem um evento estilo jogos olímpicos (A Festa dos tabuleiros só se realiza de 4 em 4 anos), e que é bem conhecida pelo seu castelo e convento. Falamos, claro está de Tomar, a cidade templária!

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Sorria, está na Quinta dos Cónegos!



Na rota dos Jardins Históricos Portugueses, na Cidade da Maia (é assim que se chama agora, pelos vistos...), encontra-se a Quinta dos Cónegos. Quinta centenária, adquirida pela Câmara Municipal à cerca de 3 anos, está de portas abertas para receber o público, sem necessidade de marcação.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Quinta de Curvos, um conto de fadas!

 



Portugal é um país magnífico, e com uma beleza única, disso ninguém tem dúvidas. Eternizado como 'jardim da Europa à beira-mar plantado' no poema "A Portugal", de Tomás Ribeiro, um pouco por todo o lado temos a confirmação disso mesmo: paisagens de cortar a respiração preenchem o nosso país um pouco por todo o lado. Difícil é saber qual a mais bonita, e as opiniões dividem-se, claro!

segunda-feira, 29 de junho de 2020

História e Vinho: O tour!



O turismo, tal como o conhecíamos, foi um dos sectores que mais sofreu com toda esta situação que estamos ainda a viver. De todas as crises que este sector tem sofrido, esta será a mais complicada de resolver, por várias questões: a pandemia ainda não terminou, a quebra foi quase total em imensas empresas, e as cicatrizes deixadas são profundas e duradouras.